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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Feira Música Brasil 2009


Por Lucas Ruas

Valorizar uma das mais representativas manifestações culturais do nosso país, estimular os novos talentos que surgem a cada momento, qualificar a cadeia produtiva e fortalecer o setor musical. Essa é a missão da Feira Música Brasil 2009 (FMB 2009), que traz a sua segunda edição no período de 9 à 13 de dezembro, em Recife-PE.

O evento possibilita que artistas emergentes (ou nem tanto) dividam o palco com artistas brasileiros consagrados. Mais de 800 artistas se submeteram ao processo de seleção, através de inscrições que poderiam ser realizadas no site oficial, mediante o envio de material.

A grande quantidade de inscritos, além de surpreender a comissão julgadora, fez com que a divulgação dos 24 músicos selecionados, fosse adiada em uma semana.


Macaco Bong - Foto: Divulgação

O júri contou com profissionais experientes e respeitados da música brasileira e internacional. Do Brasil, fizeram parte Lu Araújo, produtora e idealizadora do Festival MIMO (Mostra Internacional de Música em Olinda, um dos principais festivais de música instrumental e erudita do país); Pena Schmidt, superintendente e curador do Auditório Ibirapuera; José Teles, jornalista musical de Recife; o percussionista Naná Vasconcelos; e Carlos Eduardo Miranda, produtor musical.

Do exterior vieram o produtor e compositor vencedor de dois prêmios Grammy Russ Titelman, que já trabalhou para Eric Clapton, Steve Winwood, George Harrison, Bee Gees, Brian Wilson (Beach Boys), Allman Brothers, James Taylor, entre outros; e o inglês Richard Ogden, ex-empresário de Paul McCartney, ex-presidente da Sony Music Europa, que atualmente dirige sua própria agência de empresariamento artístico, a Richard Ogden Management (ROM).

Russ Titelman se disse surpreso com a qualidade do material que recebeu, principalmente pelos trabalhos enviados por bandas tão jovens. Para ele, é importante se basear nos sucessos do passado para construir uma carreira musical sólida, adaptando-se às mudanças do cenário musical atual.


Mundo Livre S/A – Foto: Divulgação

Para Lu Araújo, os mais de 800 inscritos representam bem o que é a música brasileira atual: “São bandas que mapeiam o que temos de melhor na música brasileira atualmente. Tivemos um grande número de cantoras, muitos artistas de MPB, rock, música regional. É a prova da força e da diversidade musical do país.”

A lista dos 24 selecionados foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 29 de novembro. Cada banda escolhida receberá cachê de R$ 4 mil, mais passagem para a capital pernambucana. Confira os contemplados:

· A Trombonada

· André Abujamra

· Aurinha do Coco

· Banda Naurea

· Cidadão Instigado

· Daniel Migliavacca

· DJ Dolores

· Fabiana Cozza

· Fino Coletivo

· Josildo Sá

· Jupiter Maçã

· Kassin

· Macaco Bong

· Marina de la Riva

· Milocovik

· Mundo Livre S/A

· Murillo Da Rós

· Nina Becker

· Orquestra Contemporânea de Olinda

· Paula Morelenbaum

· Samba de Rainha

· Silvia Machete

· Wilson das Neves

· Zabé da Loca

Para saber mais detalhes sobre a Feira Música Brasil, basta clicar aqui.

“Quintas no BNDES 2010” Inscrições Abertas

Por Andrey Meoli

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) lançou no dia 7 de outubro o edital para a escolha dos 37 espetáculos musicais que farão parte do projeto “Quintas no BNDES”, temporada 2010. O projeto que é realizado na cidade do Rio de Janeiro, constitui em um dos principais instrumentos de interação do BNDES com a comunidade. Podem se escrever artistas brasileiros, que já tenham demonstrado consistência, originalidade e potência criativa em trabalhos anteriores.

O projeto visa à promoção da cultura nacional, com o oferecimento de shows de música abertos à população gratuitamente, contribuindo de forma efetiva para a democratização da Cultura.

As inscrições podem ser feitas até as 17h30 do dia 20 de novembro de 2009. A novidade desse ano é o envio da inscrição pela internet. Porém, a documentação completa do candidato deve ser entregue pessoalmente ou enviada por Sedex para o BNDES. O artista, ao se inscrever, escolhe entre uma das três categorias: RENOME, DESTAQUE e NOVOS TALENTOS. A remuneração dos espetáculos será de R$ 35 mil, R$ 20 mil e R$ 12 mil, respectivamente. Os espetáculos vencedores serão agendados no período de março a dezembro de 2010, em dia e mês a serem definidos pelo BNDES.

domingo, 8 de novembro de 2009

COMPACTO.VIDEO

Por Loris

Você ainda não ouviu o álbum “Strange”, da banda tocantinense Boddah Diciro? Ele está disponível para baixar no site do Compacto.Rec, pois foi o lançamento do mês de Outubro do projeto.

Na estrada desde 2005, a banda investe em uma estética Garage Rock e vem acumulando participações em vários festivais do cenário nacional, como Bananada 2009 (GO), Feira da Música 2008 (CE), PMW Rock Festival (TO), Virada Cultural 2008 (SP), Festival Varadouro (AC), Festival Casarão (RO), TacabocanoCD (GO), Grito Rock Cuiabá (MT), Festival Vaca Amarela (GO), entre outros.

O formato físico do cd é muito interessante. A primeira tiragem vem com o design de um livreto, com o qual é possível montar um quadro com a ilustração do conceito que envolve o disco. A banda explora da criatividade e aposta na inovação do formato físico do material, como um diferencial, agregando valor artístico ao disco.

Com toda força, o Compacto. Rec surgiu com a intenção de viabilizar a circulação e distribuição dos produtos gerados pelos artistas do Circuito Fora do Eixo. É pautado em princípios de empreendedorismo solidário e surge com o objetivo de fortalecer a cultura de troca de informações digitais, uma maneira de romper com os vínculos tradicionais da indústria fonográfica e dinamizar a circulação de conteúdos das bandas do Circuito Fora do Eixo. Vale a pena conferir o site do Compacto.Rec.

Na próxima semana o projeto apresenta novo lançamento.


sábado, 7 de novembro de 2009

Música nas escolas, uma disciplina para toda a vida

Por Gabriel Meikilo



Agora e lei, todas as escolas públicas brasileiras tem o prazo de três anos para adaptar em sua grade curricular a música como disciplina obrigatória, lei nº. 11.769, sancionada no dia 11 de agosto de 2008. O ensino da música em escolas, já foi utilizado por algum tempo, mas foi retirado na década de 1970. A presidente da câmara de educação básica do CNE (Conselho Nacional de Educação) deixa claro que a intenção não e formar músicos, mais desenvolver a criatividade e sensibilidade dos alunos, para que assim, alcancem um maior rendimento escolar.

São perceptíveis os benefícios gerados através da musica, e as diferentes maneiras em que ela é aplicada, citando alguns exemplos mais comuns temos projetos sociais, grupos criados para ensinar música a crianças de periferias, visando o afastamento das mesmas da criminalidade, e a musicoterapia, usada por médicos para tratamentos tanto de ordem física quanto de ordem emocional ou mental. A Universidade da Califórnia em Irvine descobriu que após seis meses tendo aulas de piano, crianças pré-escolares tiveram desempenho 34% melhor em testes de raciocínio tempero-espacial que aquelas que não tiveram nenhum treino. Na mesma universidade, estudaram o poder da música observando dois grupos de crianças em idade pré-escolar. Um grupo teve lições de piano e cantava diariamente no coro. Após oito meses, as crianças musicadas, de três anos de idade, eram “experts” no domínio de quebra-cabeças, atingindo desempenho 80% superior ao que seus colegas conseguiram em inteligência espacial.

Particularmente, falando como músico, penso que além de todos os benefícios que a música proporcionará aos alunos em desenvolvimentos escolares, acredito que dessa maneira, pode-se fazer com que a música chegue às pessoas de baixa renda além de melhores perspectivas de mercado de trabalho para o músico-educador.

“Só não entendo como uma disciplina tão importante como a música, apesar de todos os benefícios que trazem as crianças e o ser humano em geral, foi deixado de lado e assim permaneceu um bom tempo longe das escolas, o que tende só a cair o rendimento dos alunos, em minha opinião, música alegra a vida, e todos merecem usufruir dela”, disse Fernando Camargo, estudante de pedagogia, morador de Belo Horizonte/MG.

Como qualquer disciplina, e certo que nem todos terão interesse em relação a música, mais o que a difere das outras já existentes e o fato da capacidade de evoluir a criança não só musicalmente, mais em trabalhar o cérebro fazendo com que a mesma desenvolva uma melhor concentração e raciocínio, alem de alguns itens de extrema importância não só para o período escolar mais para toda a vida.

Alguns benefícios gerados pela musica como disciplina:

1- FORMAÇÃO PESSOAL

– Traz alegria à vida da criança
– Contribui para o desenvolvimento das coordenações sensório-motoras.
– Educa os sentimentos cívico-sociais, influindo na moldagem do caráter.
– Se corretamente integrada às outras disciplinas, a música desperta o desempenho do aluno que passa a ter uma média de aprendizado muito maior em todas elas.
– Disciplina emoções: timidez, medo, agressividade (musicoterapia).

2- FORMAÇÃO CULTURAL

– A música é cultura: Desconhecê-la, portanto, seria um prejuízo de grandes proporções a formação cultural da criança.
– Desperta o senso rítmico.
– Desenvolve a sensibilidade musical, baseada no ritmo, no som e na palavra.
– Faz apreciar as realizações do mundo artístico em rádio, TV ou Internet.
– Desperta a criatividade, tornando a criança capaz de elaborar suas próprias músicas.

3- FORMAÇÃO SOCIAL

– Estimula o perfeito convívio coletivo.
– Implanta o gosto pelo canto em coro, levando a criança a começar a compreender o que é trabalhar em equipe e a importância disso na sociedade.
– Mantém a confraternização entre escolares e a comunidade.
– Apresenta à criança, numa idade propícia, repertórios diferentes como música erudita, folclórica, popular, religiosa e etc.
– Desperta o nacionalismo e desenvolve a cultura nacional com aprendizados dos hinos pátrios.
– Faz com que a criança se envolva com os projetos, e esteja sempre ocupada “quase” o bastante para evitar problemas, melhorando inclusive no aspecto disciplinar.

“A gente sabe como é o ensino público no país, e em especial, depois da progressão continuada, acho que o que mais chama a atenção é o desânimo generalizado. Eu faço estágio numa escola estadual, e eu vejo o quanto professores e alunos não dialogam entre si, não dão espaço pra isso e o sofrimento se perpetua em um ciclo vicioso de agressão dos professores aos alunos e vice-versa, sem que nenhum dos lados perceba o que está acontecendo. A música poderia permitir isso, e é por isso que eu acho importante que se tenham aulas de música. Ela é outro tipo de linguagem, e deixa transparecer conteúdos que a linguagem falada somente não permite. Ela também dá vazão a agressividade, e faz parte da construção da identidade das pessoas. A vantagem de se ter música nas escolas é que, por exemplo, o ensino fundamental 2 [ciclo 2, quinta a oitava] é um dos mais largados no sistema educacional. Muito se faz da primeira a quarta e mais ainda do primeiro ao terceiro colegial, até por conta do vestibular, mas o ciclo 2 fica meio que no limbo, e ele coincide justo com a idade em que a identidade da galerinha está começando a se firmar”. Palavras de Bea Rodrigues, estudante de psicologia e integrante da banda Madeleine K de Sorocaba/SP.

Existem inúmeras pessoas em que o sonho maior e viver de musica, muitas delas possuem o dom da música, muitas possuem o dom mais não tem acesso por residir em periferias, mesmo assim ainda batalham por esse sonho, mesmo sendo tão distante. Se hoje entrasse em uma sala de aula, e me deparar com uma criança com sorriso no rosto e satisfação de estar presenciando o inicio de um sonho, por aquele momento toda essa luta para sancionar essa lei já valeria a pena.

Só resta aguardar ate que possamos ver a música em prática nas escolas, e por enquanto, parabenizar a todos que lutaram por esta causa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Incentivo ao consumo de cultura

Por Bernardo Dufrei


Aprovado na Câmara dos Deputados no dia 14 de outubro, está em trâmite no Senado com caráter de urgência a PLC 221/2009. O chamado Vale Cultura, é uma tentativa do governo federal de facilitar o consumo de bens e serviços culturais por parte dos trabalhadores que recebem menos de 5 salários mínimos por mês.

Acredita-se que a partir de 1° de janeiro, o Vale Cultura que consiste em um benefício de R$50 mensalmente destinados ao consumo de cultura já estará em poder do trabalhador, uma vez implementado o beneficiado poderá comprar CDs, DVDs, livros, revistas, ingressos para cinema, peças de teatro, shows, apresentações de dança e outras manifestações culturais.

Semelhante ao Ticket Alimentação, o Vale Cultura será disponibilizado em um cartão magnético, o que minimiza os desvios de finalidade do beneficio.

Para que o Vale Cultura seja eficiente e atinja um grande número de trabalhadores, é necessário que, além do governo federal, as empresas também se interessem pelo projeto, pois dos R$50 do benefício, 10% (R$5) será descontado do salário do beneficiado, 50% será pago pela empresa e o restante pelo Governo Federal. Para não afastar as empresas do Vale Cultura, o investimento feito pela mesma, poderá ser descontado do Imposto de Renda.

A expectativa é de que o Vale Cultura atinja cerca de 14 milhões de brasileiros e que aproximadamente R$7bi sejam investidos anualmente no mercado.

Além de beneficiar o trabalhador, que terá mais facilidade ao consumo de cultura, também poderemos observar um aumento significativo de público nos eventos de um modo geral.

O prazo para votação da PLC 221/2009 no senado é 11 de dezembro de 2009.

Para mais informações acesse http://blogs.cultura.gov.br/valecultura


Video sobre o Vale Cultura

Entrevista com Juca Ferreira, Ministro da Cultura sobre o Vale Cultura

Calm Scream no toda sexta

Por Loris


Acontece hoje no Taberna Roots, mais uma edição do projeto Toda Sexta é Dia de Rock, realizado pela ARMCR – Associação de Rock de Montes Claros e Região.

Quem for aparecer por lá irá conferir o show da banda Calm Scream que apresenta um repertório diversificado, que inclui Silver Chair, Bush, Pearl Jam e algumas versões de artistas nacionais. A banda que ficou um tempo parada, vive uma nova fase com a mesma formação, Tiago Fonseolli (violão e voz), Robson Campos (percussão), Dayan Maciel (baixo) e Gabriel Meio Kilo (violão).

O show vai começar a partir das 20h e custa apenas R$3. Sem dúvida é a melhor pedida para hoje!

*Se chover, o evento acontece na área interna.

Seminário da Diversidade Cultural

Por Vítor Stálin


A cidade de Campo Grande – MS respira cultura. É a vez de ela receber, durante os dias 6 e 7 de Novembro, o 4º Seminário Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

O seminário é realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, em parceria com a Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul e o Observatório da Diversidade Cultural.

O interessante de todo o evento, além do fato de ele estar rodando o país e, consequentemente, provocando toda a sociedade no que diz respeito à diversidade e identidade cultural em todos os seus âmbitos, é que ele é lei (promulgada em 2007) e, portanto, um documento jurídico essencial para as políticas públicas de cultura no Brasil e nos outros 102 países que também seguiram os parâmetros e o conteúdo da Convenção adotada na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2005. Ou seja, os seminários realizados por todo o país são responsáveis, inclusive, por pautar as ações das políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério da Cultura.

Serão dois dias de mesas-redondas, com informações e discussões sobre os desafios da convenção e sobre a participação de cada um em sua implementação.

O seminário contará com convidados da Fundação de Cultura de Campo Grande e do Mato Grosso do Sul, da Universidade Federal da Grande Dourados (MS), do Ponto de Cultura Teko Arandu (MS), do Pontão de Cultura Guaicuru (MS), do Coletivo Espaço Cubo Cultural (MT), do Projeto Internacional Under 40 (SP) e do Instituto Homem Pantaneiro (MS).

Confira abaixo as mesas e os seus respectivos palestrantes:

Dia 06 (Sexta-feira):

Mesa 1:

Tema: A Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais

Palestrante: Giselle Dupin (Coordenadora da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e membro da Delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção)

Mesa 2:

Tema: Proteger e Promover a Diversidade Cultural

Palestrantes: Américo Córdula (Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural)

Nilson Rodrigues (Produtor de Cinema, ex-Diretor da Agência Nacional de Cinema, ANCINE)

Ozeas Limas Veras (Secretário Municipal da Diversidade Cultural da Cidade de Sinop – MT)

Márcia Fabiana (Coordenadora da Diversidade da Secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul)

Dia 07 (Sábado):

Mesa 3:

Tema: Diversidade Cultural e Sociedade Civil

Palestrantes: José Márcio Barros (Observatório da Diversidade Cultural – MG)

Luiz Sérgio de castro Lopes (Fórum Permanente Regional de Cultura de Goiás)

Márcia Raquel Rolon (Gestora do Programa Sociocultural do Instituto Homem Pantaneiro – MS)

Mesa 4:

Tema: Diversidade Cultural e Desenvolvimento

Palestrantes: Losandro Antonio Tedeschi (Núcleo de Assessoria e Estudos Interculturais da Universidade Federal da Grande Dourados – MS)

Pablo Capilé (Coletivo Espaço Cubo Cultural, Cuiabá – MT)

Professor Devanildo Ramires (Ponto de Cultura Teko Arandu – MS)