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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Olhar, Imaginar, Agir

Por Loris


É perceptível como tem aumentado o interesse do público montesclarense pelo audiovisual. E os próximos dias serão bem movimentados para os apreciadores desta arte, pois irá acontecer na Unimontes a Mostra Audiovisual OIA - Olhar, Imaginar, Agir que começa hoje dia 17/11 e acontece até quinta-feira dia 19/11.
A mostra é realizada pelo Departamento de Política e Ciências Sociais da Unimontes em parceria com a Datamontes, Cinema Comentado Cineclube e SESC/Montes Claros e em sua programação exibirá sete filmes nacionais sendo 1 ficção e 06 documentários, seguidos de comentários e bate-papo com o público.
Uma excelente oportunidade de assistir ótimos filmes nacionais e conhecer um pouco mais sobre o universo audiovisual.
Confira abaixo a programação completa da mostra OIA – Olhar, Imaginar e Agir, lembrando que toda programação da mostra é gratuita e acontece no auditório do Prédio 1 (Centro de Ciências Sociais Aplicadas, 3º andar).


Terça-feira - 17/11

9h - Tapete Vermelho (Comédia, 2006, 100 min.)
Direção: Luiz Alberto Pereira

Tapete Vermelho é uma das mais belas homenagens feitas pelo cinema ao grande Mazzaropi. Matheus Nachtergaele e Gorete Milagres formam um casal de caipiras que leva o filho Neco, de nove anos, para uma cidade a fim de assistir a um filme do grande comediante no cinema. Mas os tempos mudaram e os cinemas desapareceram. No caminho o trio cruza com tipos curiosos, provando que as lendas da roça ainda estão bem vivas.


19h30 - Notícias de Uma Guerra Particular (Documentário, 1999, 57 min.)
Direção: João Moreira Salles e Kátia Lund

Documentário que mostra flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro e entrevistas com envolvidos no conflito entre traficantes e policiais, inclusive moradores que estão no meio do fogo cruzado e especialistas em Segurança Pública.

Quarta-feira - 18/11

9h - Barra 68 - Sem Perder a Ternura (Documentário, 2000, 80 min.)
Direção: Vladimir Carvalho

A luta de Darcy Ribeiro nos anos 60 para criar e implantar a Universidade de Brasília e as repetidas agressões sofridas pela UNB após já estar em funcionamento, desde o golpe militar até os acontecimentos de 1968, quando foram detidos numa quadra de esportes cerca de 500 estudantes.

19h30 - Florestan Fernandes - O Mestre (Documentário, 2004, 45 min.)
Direção: Roberto Reis Stefanelli

Vídeo que retrata a vida do engraxate, garçom, professor e deputado constituinte que fez da vida uma verdadeira aula e tornou-se um dos maiores sociólogos brasileiros.

Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (Documentário, 2006, 89 min.)
Direção: Silvio Tendler

Tendo por base uma entrevista gravada por Tendler quatro meses antes da morte de Milton Santos - considerado um dos maiores pensadores brasileiros do século XX -, é uma análise dos prolemas críticos do sistema anti-humano em que vivemos. Milton Santos enxergou também a possibilidade de superar esse sistema em direção à construção de uma nova realidade, mais justa e fraterna.

Quinta-feira 19/11

9h - Entreatos (Documentário, 2004, 117 min.)
Direção: João Moreira Salles

De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, a equipe de Entreatos acompanhou passo-a-passo a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da república. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados, gravações de pronunciamentos e programas eleitorais. É um dos mais importantes registros da política brasileira.

19h30 - Lévi-Strauss: Saudades do Brasil (Documentário, 2005, 120 min)
Direção: Maria Maia

A vida do antropólogo recém-falecido Claude Lévi-Strauss no Brasil, em documentário que reconstitui as viagens do pensador francês no país no início de sua carreira. Lévi-Strauss chegou ao Brasil em 1935, na segunda leva de professores europeus que vieram dar aulas na recém criada USP. Daqui organizou, com o apoio de Mário de Andrade, as famosas expedições às tribos indígenas Bororo, Kadiweu e Nambiquara, que resultaram, 15 anos depois, no livro "Tristes Trópicos", de repercussão mundial.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe

Por Lucas Ruas


O nome do evento confunde? Você não leu errado.

Essa é a nona edição do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. O “Primeiro” incluído do nome deve-se ao fato de o Campeonato ser o festival pioneiro do gênero no país.

Em oito edições já realizadas, o festival reuniu um público total de 9.478 pessoas, com uma média de 1.184 pessoas por edição. Passaram pelo palco da Obra e do Lapa Multishow 115 bandas, somando 463 músicos participantes.

O Campeonato chega a sua nona edição, com atrações como La Pupuña, Daddy-o Grande e Ultraje a Rigor.

A onda surfada pelo Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe não para de crescer. Desde que colocou a prancha na água, ainda no século 20, o maior festival de surf music da América Latina se avolumou, ganhou corpo, agregou estilos, evoluiu, ganhou adeptos e chega à nona edição como tsunami global que se estende de Belo Horizonte a Nashville (EUA), do Planalto Central à Croácia, do Pará ao Paraná, da Bahia ao Rio de Janeiro, de Santa Catarina a São Paulo. Serão quatro dias de shows e debates, em dois espaços – A Obra Bar Dançante e Music Hall, ambos na capital mineira. O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe integra o Conexão Vivo - iniciativa da Vivo voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro.

Como se inspirou na surf music para nascer, este ano o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe volta aos primórdios e traz como uma de suas principais atrações os paulistas The Jordans,primeira e mais antiga banda de surf music em atividade no Brasil, tendo lançado o primeiro disco em 1962.

Inspirado no mesmo som que fez a cabeça de Aladinn e sua turma há quatro décadas, volta ao Brasil o norte-americano Daddy-o Grande, um dos guitarristas dos lendários Los Straitjackets. Ele será acompanhado por ninguém menos que os paulistas do Dead Rocks, big riders do surf nacional. Outras atrações seguem a mesma linha, como o Super Stereo Surf, do Distrito Federal.

Se alguns foram direto à fonte, outros beberam a água salgada emanada da Califórnia “aditivada”, seja misturando-a com punk, metal, rock, pop ou música regional, seja lá de que região for. Casos dos baianos do Retrofoguetes, dos mineiros Estrume’n’tal e Proa, dos catarinenses Os Ambervisions, dos paulistas Mullet Monster Mafia e dos cariocas Os Carburadores.

Mostrando que o Brasil produziu sua própria surf music, o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe apresenta também Pio Lobato, Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada. Há bastante tempo na estrada, eles influenciaram não só o Pará natal, de onde vem também o La Pupuña, mas outros estados e também outros ritmos, como o tecnobrega.


Ultraje a Rigor

Já o Ultraje a Rigor dispensa maiores apresentações. O certo é que o gênero do ícone Dick Dale sempre esteve presente no rock dos paulistas, na ativa desde a década de 80 sem nunca ficar parados no tempo.

Por outro lado, o Gustafi vem da Croácia para mostrar pela primeira vez aos brasileiros como misturou reverb com música dos Bálcãs. Mistura das mais interessantes, como já provaram Mano Negra e Gogol Bordello.

Mas nem só de shows será feito o 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Três encontros reunirão músicos, produtores e público para debates sobre a atual cena nacional da surf music e da música independente, em uma ótima oportunidade para expor e conhecer idéias.

E para quem pensou que Minas Gerais precisava de água para entrar na onda e surfar, estava bastante enganado.

Quer saber mais sobre o evento? Clique AQUI e conheça toda a programação.

Observatório Fora do Eixo começa hoje

Por Loris





Começa hoje mais um Observatório Fora do Eixo, que nesta edição abre as portas para uma das frentes que tem se desenvolvido durante o ano, a comunicação.

Com o intuito de promover a troca de conhecimento, experiências – e claro, tecnologias - ação típica deste movimento, o Observatório acontece até o dia 20/11 realizando durante toda a semana debates sobre comunicação que foram divididos entre os eixos “Movimentos da Comunicação Social”, “Rádios e Tv’s Comunitárias”, “Laboratórios de Comunicação Universitária”, “Portais e redes de movimentos livres”, finalizando com “Software Livre”.

O Observatório Fora do Eixo é uma frente gestora da rede de coletivos culturais independentes do país chamado Circuito Fora do Eixo. O principal intuito do Observatório é aprimorar os princípios norteadores do Circuito através de suas frentes gestoras, possibilitando o desenvolvimento cada vez maior dos trabalhos concebidos em rede.

O evento acontece exclusivamente online através da web rádio fora do eixo, msn do grupo e por uma sala de chat exclusiva do Observatório. Confira abaixo a programação e saiba como participar acessando o blog do Observatório Fora do Eixo.

Segunda (16/11)

“Movimentos da comunicação social” – Estudantil, Software Livre, Mídias independentes
1º dia – Abertura/ Introdução
GD – Jonas Valente (Intervozes e Confecom)
GT – Redação – Mediação: Marielle Ramires (Espaço Cubo) e Débora Andrade (Goma Cultural)

Terça (17/11)

“Rádios e TV´s comunitárias/livres/solidárias”
GD -Representante da Abraço
GT – Audivisual – WebTV – Mediação: Felipe Silva (Massa Coletiva) e Talles Lopes (Goma Cultural)

Quarta (18/11)

“Cursos/laboratórios de comunicação universitários”
Comunicação/Cultura/Universidade
GD – Mariana Pezzo – Diretora de Comunicação UFSCar
GT – WebRádio – Mediação: Carol Tokuyo (Massa Coletiva) e Lenissa Lenza (Espaço Cubo)

Quinta (19/11)

“Portais e redes de movimentos livres/alternativos/ independentes/solidários”
GD – Vicente (Coolivre) + Daniel Tygel – (FBES – Fórum Brasileiro)
GT – Assessoria Fora do Eixo – Agência + Fora do Eixo Card – Mediação: Marielle Ramires (Espaço Cubo) e Laura Morgado (Lumo Coletivo)

Sexta (20/11)
“Software Livre”
GD – Sérgio Amadeu
GT – Assessoria Fora do Eixo – Discos + Sonorização – Mediação: Leonardo Brawl (ExtremoRockSul) e Daniel Roviriego (Massa Coletiva)


Rinoceronte é o lançamento de Novembro do Compacto.Rec

Por Loris


O Compacto.Rec apresenta no mês de Novembro o lançamento do primeiro disco da banda Rinoceronte. De Santa Maria (RS), a banda investe numa sonoridade que vai na contramão dos moldes do já estabelecido ''rock gaúcho'' - que geralmente privilegia referências oitentistas e brit-pop - se coloca num espaço que fica entre o rock setentista e o stoner rock contemporâneo, influência comprovada até mesmo na presença de palco dos integrantes da banda.
Além dos palcos, a banda integra as ações do Macondo Coletivo, coletivo integrado ao Circuito Fora do Eixo e que atua desde 2004 na produção cultural independente. Juntamente com as atividades, o coletivo também desenvolve o Festival Macondo Circus e espaços como a Sala Dobradiça, espaço expositivo potencialmente flexível que visa a difusão de propostas visuais de artistas novos, tanto do Brasil quanto do exterior.


O primeiro lançamento da banda mostra amadurecimento em termos de qualidade técnica e estética. O garage/stoner da banda consegue aliar momentos de peso que soam quase heavy metal, com passagens que imprimem uma abordagem mais pop ao estilo. Fechando ainda o disco, há toda a energia rocker de "O Choque", que cumpre o prometido pela banda. O conceito visual da capa foi elaborado pelo coletivo goiano de designers Bicicleta Sem Freio. boas novidades do cenário sulista, a Rinoceronte vem atropelando com seqüências desconcertantes em seus shows, onde o som viceral toma conta e toca até os mais desavisados.


O trio gaúcho também está na Coletânea Fora do Eixo 2009, terá o seu EP primeiramente disponível apenas para download, e será distribuído nacionalmente pela Fora do Eixo Discos. O disco que leva o mesmo nome da banda está disponível no blog do Compacto.Rec.
O Compacto.Rec realiza mensalmente lançamentos virtuais e a banda Rinoceronte é o terceiro lançamento do projeto em 2009. Depois de lançar virtualmente discos de bandas como Madame Saatan (PA), Bang Bang Babies (GO), Filomedusa (AC), Porcas Borboletas (MG), Boddah Diciro (TO), o Compacto.Rec disponibiliza o disco na íntegra no blog do projeto.

sábado, 14 de novembro de 2009

Música para ouvir e sentir

Por Gabriel Meikilo

O Enne surgiu em 2001, em Belo horizonte/MG e conta com Jay (guitarra e voz), Fred (guitarra), Cacau (bateria) e Luciano (baixo). Após três anos e dois Cd’s demo, a banda gravou no período de abril a setembro de 2004, em Belo Horizonte, seu primeiro Cd completo chamado “Momentum” com 12 faixas, de forma independente. As músicas, todas compostas pelos integrantes, são cantadas em inglês, com letras verdadeiras e arranjos que alternam o peso e a melodia.

Com melodias de extremo impacto, guitarras vivas com arranjos perfeitamente encaixados, sincronia perfeita de bateria e baixo, uma linha vocal técnica e criativa, o som do Enne torna-se tão redondo, que literalmente entra como uma bola na mente do ouvinte. E foi com essa característica que a banda participou de importantes festivais do circuito independente nacional, como o Araraquara Rock, PMW Festival (Palmas), Calango (Cuiabá), Piauí Pop (Teresina), além de shows por cidades como Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Fortaleza, Aracaju, Maceió, entre outras. “Momentum” – primeiro álbum da banda – ainda leva a banda a vencer o prêmio London Burning de Música Independente na categoria Revelação pelo voto popular em 2005.

Nesse mesmo ano, em busca de passar mensagens, a banda optou por letras em português, sem perder a identidade sonora, que conta com influências de grandes bandas como: A perfect circle, Incubus e Silverchair. Surge então o segundo álbum da banda, chamado “Nômade”, composto por doze faixas que representam experiências pessoais de cada um dos integrantes. Talvez por esse motivo seja perceptível que os integrantes do Enne realmente passam o sentimento pessoal para o instrumento, e fazem com que a melodia cause mais impacto ao ouvi-las.

Em dois de setembro de 2009, o Enne lança seu primeiro vídeo clipe. Segundo Luciano Viana, baixista da banda, “o vídeo retrata a história da letra de Lugar Comum”, segunda faixa do segundo disco da banda, “Nômade”, lançado no início de 2008. A letra, fala sobre o “não suicídio” e a busca de forças para tomar outro caminho em situações emocionalmente difíceis. Você encontra o cd “Nômade” para comprar na banquinha do Retomada.

Seguindo uma filosofia própria, a banda toca suas músicas com grande entusiasmo, apresentando características exclusivas e marcantes, tornando o show um momento de grande impacto. Por esse e vários outros motivos que variam da opinião de cada ouvinte, aconselho a todos que apreciam a boa música, a ouvir e sentir o som do Enne.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Por Vitor Stálin

Atenção aos realizadores e apreciadores de audiovisual, de 9 a 13 de dezembro acontecerá em Brasília o 1º Festival Cine Cultura Viva, uma excelente oportunidade a todos que se interessam, de alguma maneira, por essa arte.

O evento, que tem por objetivo incentivar a produção de ficção de curta metragem em formato digital, gerar maior visibilidade às realizações dos Pontos de Cultura e integrar produtores independentes, que ainda não estão conectados à rede Cultura Viva, é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Audiovisual dos Pontos de Cultura e da Casa Verde - cultura e meio ambiente, com o apoio da Secretaria do Audiovisual e da Secretaria da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura.

Tudo acontecerá da seguinte forma, o Festival contará com uma Mostra Competitiva, que contará com 20 curtas, um Ciclo de Palestras e Debates e a Mostra Especial Ponto Brasil, que apresentará 30 curtíssimos (até 4 minutos), produzidos por Pontos de Cultura em parceria com a TV Brasil.

Quem se interessar pode inscrever sua ficção de 5 a 26 minutos, finalizadas a partir do ano de 2007. Os representantes dos curtas selecionados terão todas as despesas pagas (sim, todas!) para participar dos 5 dias de realização do Festival Cine Cultura Viva, na capital nacional. Os vencedores das categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Trilha Original, Melhor Ator e Melhor Atriz ganharão um troféu como premiação.

Já não bastasse tudo isso, os Pontos de Cultura que tiverem seus curtas selecionados para a Mostra Competitiva serão automaticamente incluídos numa Mostra Audiovisual de Pontos de Cultura que acontecerá em Angola, em 2010, sob a coordenação dos Pontos de Cultura ACARTES (Fortaleza – CE) e Fábrica do Futuro (Cataguases – MG).

Para quem estiver interessado, as inscrições terminam dia 15 de novembro. Saiba mais clicando aqui.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vídeo de Yochai Benkler aborda sobre a Nova Economia de Código Aberto

Por Karla Ruas

Yochai Benkler

O professor americano da Universidade de Havard, Yochai Benkler aborda em um vídeo que está circulando na rede, a questão da nova economia de código aberto, onde discute como determinados paradigmas de produção social vem sendo explorados pela crescente assimilação de práticas baseadas no código livre.

Neste vídeo Yochai explica como a internet está gerando a emergência de um novo modelo econômico, mais eficiente que o capitalismo, cujo lastro é a produção social – compartilhada, colaborativa, em rede e voluntária.

O papel das instituições é incentivar essas mudanças e garantir a inclusão de todos os indivíduos como seus sujeitos e beneficiários (para isso, uma série de políticas apresentam-se como indispensáveis – as que promovem a inclusão digital, por exemplo).

O diagnóstico de Benkler se tornou uma referência em economia digital por ter agradado tanto aos economistas - que não entendiam muito bem o fenômeno colaborativo - quanto aos programadores, que tentavam fazer análises dele sem uma base econômica sólida. Em seus trabalhos, o professor tenta explicar as razões por trás do sucesso de criações da internet, que vão dos softwares livres, como o Linux, à Wikipédia, que se tornou a maior enciclopédia do mundo.

Em uma entrevista à revista Època, foi perguntado a Yochai porque as pessoas se envolvem em trabalhos colaborativos, ele diz que : “No desenvolvimento do software livre, por exemplo, algumas empresas pagam colaboradores para depois usar o conhecimento adquirido com o colaboracionismo. Já em ambientes culturais, como na Wikipédia, em blogs ou sites de vídeos colaborativos, as motivações parecem estar relacionadas ao prazer, às relações humanas, ao engajamento político e ao bem-estar que isso pode proporcionar.”

Ele ainda diz que o trabalho colaborativo constitui um dos principais modos de produção da era digital, por ser um modo de produção empolgante e transformador, ainda ressalta que “é fundamental ter em mente que a completa substituição de mercados e governos pelo não-mercado não está em curso nem nunca estará. Mas também não é preciso que isso ocorra para que nós possamos entender que o momento que vivemos tem uma importância enorme. A relevância da produção comunitária aumentou e, com essa relevância aumentada, o sistema inteiro, que antes não abrigava esse componente, acabou sendo reorganizado.

Para assistir o vídeo, clique aqui.