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sábado, 17 de outubro de 2009

Cinema Comentado + Cine Sesc

Confira abaixo a programação do Cinema Comentado e do Cine Sesc para esse fim de semana.

No sábado, dia 17/10, o Cinema Comentado Cineclube oferece uma visão bem especial da infância com a exibição de LÉOLO (1992), uma obra-prima poética e um dos filmes mais emblemáticos da década de 1990. Sozinho no meio da noite, o menino Léolo abre seu baú de recordações. E com uma candura despreocupada, escreve suas observações sobre as formas do mundo num caderno. Suas memórias falam de pensões e quintais esquálidos na parte leste de Montreal; de roupas em varais, esvoaçando levemente na fumaça da fábrica próxima; e de uma família assolada pela loucura.

Um pai obcecado com a saúde dos intestinos da família; um irmão cujos exercícios de musculação mal conseguem esconder seu medo das pessoas; duas irmãs que passam cada vez mais tempo em uma enfermaria psiquiátrica; e um avô – o responsável pelo fracasso genético da família. Cada vez mais afundado nessa insanidade, Léolo consegue viver uma vida dentro de si mesmo.

Indicado para a Palma de Ouro, em Cannes, LÉOLO é considerado o grande representante do cinema canadense do final do século XX – ao lado dos premiados trabalhos de Denys Arcand: “O Declínio do Império Americano” e “As Invasões Bárbaras”. O diretor Jean-Claude Lauzon (morto precocemente num acidente de avião, em 1997) criou uma obra permeada de lirismo, nostalgia e humor negro. Na bela trilha sonora, destaque especial para a emblemática melodia, de Tom Waits, “Cold, Cold Ground”.

O filme demonstra características bem específicas e cinematográficas: uma fotografia estupenda e uma narrativa que compõe o retrato de infância baseado em cheiros, timbres, gostos e sensações. Dividido entre a paixão platônica por uma vizinha e a descoberta do próprio corpo, LÉOLO encontra nos sonhos e na imaginação uma fuga da realidade. Como ele próprio diz: “Porque eu sonho, eu não sou”. Assim, o garoto abre mão de sua liberdade física e começa a criar para si um mundo interior, que está muito próximo da mensagem final do seu livro de cabeceira: “A vida não se passa na terra, mas na minha cabeça”.Classificação etária: 16 anos.

O Cinema Comentado Cineclube acontece todo sábado, a partir das 19h, na sala 44 do Sesc – Rua Viúva Francisco Ribeiro 199 (Ginásio do Sesc). A entrada é gratuita e há sempre um bate-papo após as exibições.


Já no domingo, 18/10, o CineSesc apresenta O AVIÃO (2005), dirigido por Cédric Khan. Na noite de natal, quando todos abrem seus presentes com muita alegria e felicidade no coração, Charly, um menino de oito anos de idade, fica muito desapontado ao abrir seu presente e encontrar um aeromodelo – sendo que uma bicicleta havia sido prometida pelo pai. Patrick, o pai, morre pouco depois sem ter tempo suficiente de explicar o porquê de sua compra. Mas o inesperado acontece quando Charlie percebe que o avião ganha vida! Ele e o aeromodelo se tornam grandes amigos na busca incansável de seu pai para agradecer o maravilhoso presente. Um conto mágico cheio de aventuras e descobertas.

Cineasta conhecido por evitar rótulos e tentar criar um equilíbrio na gestão dramática sem se afastar do grande público, Cédric Kahn é sucinto ao explicar porque trabalha com o cinema: “Faço filmes para saber por que razão os faço”, afirma. A diversidade marca suas produções como “Sinais Vermelhos” (trama “hitchcokiana”, que narra, em tempo real, o encontro de um casal com um criminoso foragido) e “O Tédio” – drama baseado no livro de Alberto Moravia, que conta a obsessão sexual de um professor de filosofia pela amante mais jovem e inculta.

Khan se define como um “realizador de contrastes”, que evita as idéias pré-concebidas na construção de seus filmes. São “experiências fílmicas” que, de certa forma, explicam o conto infantil e espiritual elaborado em O AVIÃO – uma história que envolve o espectador com a sensibilidade e magia dos acontecimentos.

O CineSesc acontece em parceria com o Cinema Comentado Cineclube e a Programadora Brasil, apresentando sessões todos os domingos, no Salão de Convenções do Sesc-Pousada Montes Claros, a partir das 18h. O endereço do Salão é Rua Viúva Francisco Ribeiro 199 (Ginásio do Sesc). As sessões são gratuitas, abertas a todos os interessados, e depois acontece um bate-papo com a platéia sobre o filme apresentado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Locus em BH

Por Gabriel Meikilo


Saímos de Montes Claros as 22:30, levando na bagagem de um Celta todas as malas, 4 guitarras, um baixo, toda a parafernália da bateria e um enorme nervosismo para chegar a BH. Enfrentamos chuvas fortíssimas, atrasamos e chegamos a capital por volta das 08:00.

Feito o pagamento no hotel, subimos, arrumamos nossas coisas e descansamos por apenas uma hora para levantar novamente, checar a afinação dos instrumentos, almoçar e ir para o Matriz para o primeiro dos dois shows da semana, que seria as 14:00.

Chegamos no Matriz, descarregamos as coisas e trocamos bastante idéia com o pessoal da banda Madrasta de Ribeirão das Neves, que abriria a noite. Prestigiamos o som dos caras, que tem umas pegadas muito bacanas de Pop Rock, com passagens melodiosas bem arranjadas. Enquanto isso as outras bandas iam chegando uma a uma. Seriamos a terceira banda, mas a Studio Zero não poderia chegar a tempo e acabamos sendo a segunda. Preparamos tudo e começamos a tocar, a cada música sentíamos a energia da galera aumentando e, consequentemente, a nossa energia ia aflorando, suprindo todo o cansaço dos vários quilômetros rodados. Batemos cabeça e saímos do palco sobre vários elogios tanto do público quanto das bandas, o que nos deixou orgulhosos de termos enfrentado tanta coisa para chegar ali. Acalmamos os ânimos, fizemos uma entrevista para o pessoal do Coletivo Semifusa, que foram muito legais conosco.

Voltamos para assistir aos shows daquela tarde. Pegamos o finalzinho da apresentação dos nossos colegas de hotel, o pessoal do Vitrine, de Brasília – DF, mas foi o suficiente para aprendermos bastante sobre vigor e energia encima do palco. Logo em seguida foi a hora do Bonança Trio, de Juiz de Fora, que, com um show de versatilidade e bom gosto, mostrou a galera como se mistura Samba, Bossa, Jazz e Rock com muita criatividade e maestria. Nessa hora, a nossa sensação já beirava o indescritível, tínhamos tido um grande aula sobre o que é, na pele, a música independente, sem rótulos, sem preocupações com vendagens, apenas com o intuito de mostrar seu trabalho e de ver o trabalho dos seus colegas de cena, e qual não foi a nossa surpresa ao ouvirmos o Sidan, um dos vocalistas da Madeleine K, de Sorocaba – SP, elogiar a Locus em pleno palco, desde já, muito obrigado aos caras (e a garota) por toda a atenção. Infelizmente, depois disso, por causa do horário, tiveram que ser canceladas as apresentações das bandas Studio Zero (BH) e Cidadão Comum (Ribeirão das Neves).

Saímos do Matriz, comemos, voltamos ao hotel e, literalmente, desmaiamos. No outro dia, acordamos e fomos fazer a nossa sessão turística, guiados por João Bernardo (ex-Vomer), por Belo Horizonte. Voltamos ao hotel, nos arrumamos, comemos e lá fomos nós novamente para o Matriz, desta vez às 21:00.

Aquela era, sem dúvida a noite mais esperada para a gente, pelo fato de tocarmos com duas bandas em especial, a Lavage, de Fortaleza – CE, que já era nosso contato pela internet e que tinha se apresentado com mais uma banda catrumana, a Soprones, em nada menos do que Salvador, no Palco do Rock, e a Sufoco, do Rio de Janeiro, por também ser um dos nossos contatos pela internet. Logo na chegada encontramos o pessoal da Lavage, caras muito legais, gente fina demais, trocamos muitas idéias com todos eles. Seríamos a segunda banda, mas por alguns motivos de bandas que tinha que tocar e já pegar a estrada ficamos encarregados de fechar a noite. Pois bem, a noite começa com o surpreendente show de Luis Curinga, banda anfitriã, que mostrou uma definição sonora memorável, melodia e peso da melhor qualidade, durante o show dos caras chegavam as bandas do Rio, Gametas e Sufoco, e pudemos fazer muita amizade com os caras, principalmente com a Maria Martins, vocalista do Sufoco, que se mostrou uma pessoa muito afinada com a cena independente. Acaba o show do Luis Curinga, para tristeza de todos. Mas vamos às próximas bandas. Entrou a Sufoco no palco, e começou uma energia intensa que, para a nossa surpresa, permaneceria durante todos os shows da noite, eles tocaram apenas três músicas, já que teriam que pegar o ônibus da 00:00, mas foram um contato fortíssimo para todos nós. Continuando as apresentações, sobem no palco os Gametas, dando uma mostra da irreverência do Glam Rock, com letras inusitadas e uma apresentação vigorosa. Aproximando a hora do nosso show, só haveria mais uma banda a se apresentar, a Lavage. Que banda, que show! Uma verdadeira aula de Punk Rock, vigor, uma puta energia (com o perdão da palavra) e muito feeling, percebemos neles o que era necessário para se subir num palco como o do Palco do Rock, coisa que, graças a Deus, nós, montesclarenses, podemos ver também na Soprones, mas é fato que bandas como essas são raras no Brasil. As surpresas não terminaram por aí, a interação Locus-Lavage foi tanta que até uma música nos foi oferecida, Politicamente Ereto, simplesmente do caralho.

Era, então, a nossa vez. Subimos ao palco mais descançados, mais familiarizados ao Matriz, prontos para fazer um show melhor que o de sábado. Tanto que tínhamos mudado o setlist só para aplicar muito mais energia na galera. E já na primeira música, em meio a quem agitava, estavam Brunno, Taumaturgo, Everardo, Rogério e Rafael, os caras do Lavage que tinham acabado de tocar. Não deu outra, retribuímos a gentileza e oferecemos uma música para eles, e a energia fluiu, com direito a piadas do tipo: “Vamos fazer agora um cover da Lavage” e “Nessa música a gente não precisa de vocalista”, mas o fato de dizermos que teve energia no show não dá idéia ao leitor de que aquela energia era a maior que já sentimos num show da Locus, muito suor, peso, gritos, muito bom! Fizemos o melhor show das nossas vidas, e isso é consenso. Saímos com o sentimento de missão cumprida, agradecemos, mais do que merecido, a Malu Aires e ao Marco Aurélio, e que venham mais shows como esse.

Depois desse episódio que ficou na história da Locus, só nos restava olhar com carinho para BH e voltar para a casa, ansiosos por fazer isso em Montes Claros, e trabalhar para que encontremos todas essas oito bandas na estrada novamente.

Saiba mais http://bandalocus.blogspot.com

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tocando fúria no Jambolada!

Por Loris
Foto Retomada

A banda Soprones se prepara para cair na estrada, desta vez rumo ao Triângulo Mineiro. Eles se apresentarão no dia 23 no Jambolada, que é realizado pelo coletivo Goma em Uberlândia.

A banda está muita animada com a oportunidade de mostrar seu trabalho no maior festival independente de Minas Gerais. Bati um papo com Danilo Baliza, mais conhecido como Danilão, baterista do Soprones e membro do Retomada. “É de muita alegria que fomos selecionados para tocar neste festival já consagrado, ficamos até meio pasmos com a notícia e empolgados, pois o trabalho do Soprones tá agradando muita gente. Vamos conhecer muitas pessoas, passar muito CD, fazer bastante contato e divertir um pouco também né!!!
Aproveitando para agradecer aos produtores do Festival Jambolada e ao Coletivo Retomada pela grande oportunidade”, comenta Danilão.

Construindo seu caminho com um trabalho constante, sabendo que a dedicação diária é necessária em todo o processo, para Danilo é importante que a banda se envolva sempre mais com a cena em que está inserida. Segundo ele, “O artista tem que se levar mais a sério sabe, tem que trabalhar em seus projetos com mais seriedade, responsabilidade, metas e se envolver em grupos que pensam coletivamente (...).Eu tenho esse pensamento saca, se não tratar o lance profissional, então é uma mera empolgação/brincadeira de final de semana e pronto.

Soprones lançou recentemente a música Medo de Viver, que está disponível no myspace da banda. Danilo comentou também sobre este último lançamento e sobre os planos da banda daqui para a frente. “Na verdade essa música "Medo de Viver" foi mais um lance de avisar ao público o que vem por aí sabe (...) estamos gravando novas músicas e ano que vem vamos para o nosso primeiro Full, estamos correndo atrás de contatos de selos etc..etc.. Mas vamos preparar um trabalho bem feito..rsrs.. por que, o que tínhamos ("MÃO IMUNDA"), nós fizemos mesmo na correria, por que não tínhamos nada, e no meu ponto de vista, banda, tem que ter algo materializado sabe, se não tiver fica foda.”

A banda se apresentará no Jambolada dia 23 de Outubro e quem não puder ir para ver ao vivo será possível acompanhar tudinho através web TV e web rádio no Portal Fora do Eixo. Vai ser muuuuito bom!

Creative Commons

Com certeza muitos de vocês já conhecem o Creative Commons e outros tantos já ouviram falar, mas não sabem muito bem o que isso.

Pois bem, indicamos esse vídeo para quem quer saber mais sobre a diferença de duas formas de registro, Copyrigth e Creative Commons. Saca aí..

Se quiser saber mais acesse o site do Creative Commons.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Java e a Gangue dos Macacos

Aniversário do Pegada


Começam hoje em Belo Horizonte as comemorações de aniversário de um ano do coletivo Pegada.

No primeiro dia de festa vai rolar um ensaio aberto às 19h na Praça da Savassi com as bandas Enne, Inverso e Curved. E a partir das 22h a festa continua na A Obra com as bandas Fadarobocoptubarão e Tempo Plástico e com discotecagem dos djs JJBZ, Stereotóxico e meio desligado.

Já no sábado a comemoração será no Matriz a partir das 21h com as bandas Pequena Morte, Black Sonora e Porcas Borboletas e com discotecagem dos DJs Mi Simpatia, Carou e Decuri.

Este ano que o Pegada comemora é muito importante e nós do Retomada desejamos que seja o primeiro de muuuuuitos. Parabéns pelo trabalho de vocês!

Mais informações sobre o aniversário do Pegada pelo blog do coletivo.

Locus faz dois shows em BH este fim de semana


A banda Locus se apresenta no próximo fim de semana na capital mineira.

A Locus fará dois shows em Belo Horizonte, uma oportunidade bacana de quem ainda não viu, conhecer o som da banda. Os shows serão nos dias 10 e 11 de Outubro, ambos no III BH Indie Music, que acontece no Matriz.

Quem estiver em Belo Horizonte pode conferir pode conferir o som da banda Locus no III BH Indie Music. No dia 10 a banda se apresenta às 14h e no dia 11 às 21 hs, no Matriz.

Para mais informações acesse o blog e o myspace da Locus.